Com carácter de câmara (sem bateria, o que lhe dá maior liberdade ao nível da gestão dos tempos, dos espaços e das dinâmicas) e vocação improvisadora,
Daniel Levin Quartet alia as configurações do jazz com as perspectivas que nos chegam da música erudita desde Anton Webern. A esse molde adiciona ainda uma sólida aplicação das técnicas extensivas de exploração dos instrumentos em presença, assim ampliando as possibilidades da música que pratica. O curioso é que as partituras-base do quarteto são escritas pelo violoncelista
Daniel Levin, tendo a voz como referência e não o seu cordofone, o que em muito contribui para a dimensão humana e orgânica do projecto. E bem servido este está: nos EUA, Levin conta apenas com a concorrência de Fred Lonberg-Holm, Erik Friedlander e Tomas Ulrich no domínio da improvisação,
Nate Wooley impôs-se como um inovador radical do trompete,
Matt Moran é conhecido por ter expandido a paleta sonora do vibrafone de forma muito pessoal, e
Peter Bitenc é o exemplo acabado do contrabaixista que atravessa fronteiras de estilo e idioma. Com tal junção de cabeças e talentos o inevitável, decerto, acontecerá: um grande concerto...
NATE WOOLEY trompete
DANIEL LEVIN violoncelo
MAT MORAN vibrafone
PETER BITENC contrabaixo