Bem diferente do jazz mercuriano que habitualmente pratica é a música que Peter Brötzmann nos traz com este duo que marca também o regresso a Portugal do baterista esloveno Zlatko Kaucic, depois das cumplicidades portuguesas com Rão Kyao, António Pinho Vargas e Zé Eduardo.
Neste concerto, tem lugar, ainda que com instrumentos acústicos, a exploração dos
sons e das texturas que mais vulgarmente acontecem no âmbito da electrónica
experimental. Sob o signo da improvisação, de que o disco Machine Gun gravado em
1968 pelo saxofonista e clarinetista alemão, é não só uma das obras-primas históricas,
como também um símbolo da liberdade musical, esta parceria tem contornos
indubitavelmente europeus e distantes daqueles que vêm resultando das colaborações
de Brötzmann com músicos da cena de Chicago.
PETER BRÖTZMANN saxofones
ZLATKO KAUCIC bateria | percussão