Paulo Henrique considera-se um coreógrafo e performer multimédia. O seu trabalho costuma integrar vídeo, som, texto, voz e tecnologia enquanto formas diferentes de comunicação do corpo.
A moldura (dada como constante) é remodelada, mutável, variável. A definição de uma primeira moldura é questionada na apresentação de uma segunda moldura, que cria outros enquadramentos de leitura. As várias leituras dão origem a quadros invertidos no seu sentido. Também o corpo (dado como constante) habita outras identidades em enquadramentos diferentes, articulados entre movimento, imagem e som. Este projecto tem como objectivo encadear acções possíveis de serem fixadas e refixadas em contextos diversos.
FRAME & RE-FRAME
Concepção | direcção | espaço cénico PAULO HENRIQUE
Instalação corpos/objectos | conceito vídeo/som PAULO HENRIQUE
Interpretação PAULO HENRIQUE | SUSANA CERQUEIRA | ANDREW MCAULAY | JOANA VON MAYER TRINDADE + CONVIDADOS
Convidado especial ANTÓNIO CARALLO com "Re-Play"
Consultor cenográfico RICARDO NOBRE
Sonoplastia NEELKE VALK | RUI LEITAO | P.H.
Video/VJ JOSE BUDHA | P.H.
Produção PAULO HENRIQUE | CP212
Apoio a residência ARTE TOTAL (BRAGA) | CP212 (LEIRIA) | CLUBE A. R. A. (ANDRINOS)| MAINS D’ŒUVRES (PARIS) | BAZAR DO VIDEO
Agradecimentos LIDIA MARTINEZ | JOANA DOMINGUES | MAGDA BULL | DAMIEN WILLIAMSON | ANA MONTEIRO | PAULO FIGUEIREDO
Agradecimentos especiais JOSE BUDHA (VÍDEO) | CRISTINA MENDANHA | LIDIA MARTINEZ | JISKA MORGENTHAL | BAZAR DO VÍDEO | JEAN PHILIPPPE DAVID | DAVID MAC DOUGALL | TERESA MONTALVÃO | SÍLVIA PINTO COELHO
Re-PLAY
Conceito e interpretação Antonio Carallo
Músicas
“My way instrumental” (Frank Sinatra) | “Freak Control” (Felix da Housecat e Miss Kittin)
Em inglês, “to play” significa uma acção multiforme que passa da comédia ao drama, da música ao teatro. Re-PLAY apresenta-se como um solo baseado em obras já existentes, de Pina Bausch a Jérôme Bel. Surge uma ideia de contemporaneidade que favorece a arte da “pós-produção” através da qual se dá vida a novas práticas, a cruzamentos inéditos de trabalhos que ainda não esgotaram o seu potencial. Como um DJ, seleccionei alguns fragmentos integrados num novo contexto por uma espécie de mistura, por uma nova direcção do sentido. Um re-play que tenta reagir ao caos e à superprodução do nosso tempo. Um trabalho que aposta na transformação, que suscita questões sobre a ideia da originalidade e que procura novas possibilidades de releitura da dança contemporânea.