A Sagração da Primavera: a obra reencontrada
A estreia de Le Sacre du Pintemps no Teatro dos Champs-Elysées, a 29 de Maio de 1913, ficou célebre por uma reacção tão hostil de parte do público mais conservador que conduziu a verdadeiras cenas de pugilato. À distância, esta reacção parece ter sido causada mais pela
ousadia provocatória da coreografia de Nijinsky para os Ballets Russes do que propriamente pelo carácter igualmente inovador da partitura de Stravinsky, de que talvez o público parisiense não se tenha podido aperceber na devida dimensão pela própria surpresa que constituía. O Sacre é, de facto, uma obra revolucionária, com as suas dissonâncias extremas a desafiarem os cânones do sistema tonal tradicional, os seus ritmos e acentuações métricas
irregulares, a sua energia selvagem. Quase cem anos mais tarde, depois de ter influenciado de uma forma ou de outra toda a Música do século XX que se lhe seguiu, a obra continua a provocar-nos uma sensação exultante de novidade, de ruptura e de descoberta de novos continentes.
Rui Vieira NeryEm A Sagração da Primavera, Vaslav Nijinsky utilizou uma linguagem de movimento radical, relativamente às convenções da dança clássica, e transformou o corpo do bailarino em matéria expressiva em si própria. O nosso objectivo é avaliar, por um lado, quais foram os aspectos que contribuíram para a construção de uma das maiores obras do património coreográfico do século XX e, por outro lado, quais são as repercussões desta criação, de 1913, na contemporaneidade.
Maria José Fazenda
Conferencistas RUI VIEIRA NERY | MARIA JOSÉ FAZENDA
Com a presença de
OLGA RORIZ | LUÍS TINOCO | CESÁRIO COSTA | JOSÉ JÚLIO LOPES
Uma parceria
CCB | COMISSÃO NACIONAL PARA AS COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA REPÚBLICA
