Em 1663, o Padre António Vieira é convocado para comparecer diante do Tribunal do Santo Ofício, a terrível Inquisição. Intrigas da corte e adversidades minaram a sua posição de célebre pregador jesuíta e íntimo amigo do falecido rei D. João IV.
6 Fev 2008 - 18:30
FOYER BENGALEIRO | Recepção
PALAVRA E UTOPIA
Filme de Manoel de Oliveira, 2000
130’
Diante dos juízes, o padre António Vieira revê o seu passado: a juventude no Brasil, os anos do noviciado na Baía, o seu papel na defesa da causa dos índios e os seus primeiros êxitos no púlpito. A Inquisição proíbe-o de falar. Mais tarde, no reinado de D. Pedro II, o pregador é mandado a Roma, onde a sua reputação e o seu sucesso são de tal maneira grandes que o papa o iliba do jugo da Inquisição. A rainha Cristina da Suécia, que, tendo abdicado do trono, vive em Roma, acolhe-o na corte e fá-lo seu confessor. No entanto, a nostalgia do seu país é forte e Vieira regressa a Portugal. Mas a frieza com que é acolhido pelo novo rei D. Pedro fá-lo partir de novo para o Brasil, onde passa os últimos anos da sua vida.