A construção do Centro Cultural de Belém (CCB) foi decidida no início de 1988, com o objetivo de construir de raiz um equipamento que pudesse acolher, em 1992, a presidência portuguesa da União Europeia, permanecendo posteriormente como um forte pólo dinamizador de atividades culturais e de lazer.
Lançado o concurso internacional pelo Instituto Português do Património Cultural, recolheram-se 57 projetos, dos quais seis foram convidados a desenvolver o anteprojecto. A proposta selecionada foi a do consórcio do arquiteto Vittorio Gregotti (Itália) e do arquiteto Manuel Salgado (Portugal) que previa a construção de cinco módulos: Centro de Reuniões, Centro de Espetáculos, Centro de Exposições, Zona Hoteleira e Equipamento Complementar. Estão edificados os três primeiros módulos, respectivamente o Centro de Reuniões, o Centro de Espetáculos e o Centro de Exposições, estando a decorrer os procedimentos para a conclusão dos restantes módulos.
O Centro de Reuniões foi pensado para acolher, de forma privilegiada, congressos e reuniões de qualquer natureza ou dimensão, através de equipamentos e acabamentos de qualidade. A estrutura passou também a incluir os serviços gerais de funcionamento do CCB, várias lojas, um restaurante, dois bares e duas garagens abertas a utilizadores.
O segundo módulo, o Centro de Espetáculos, é o epicentro da produção e apresentação de caráter artístico e cultural do CCB. São três salas de diferentes dimensões equipadas para acolher diversos tipos de espetáculos, desde o cinema à ópera, do bailado ao teatro ou qualquer género musical. O Grande Auditório tem uma capacidade de 1429 lugares, o Pequeno Auditório - Sala Eduardo Prado Coelho tem uma lotação de 348 lugares e a Sala de Ensaio comporta 72 lugares. É ainda nesta estrutura que se encontram as salas de apoio à produção e preparação dos espetáculos.
Finalmente, o Centro de Exposições é composto por um conjunto qualificado de áreas expositivas distribuídas por quatro galerias que apresenta e produz exposições de artes plásticas, arquitetura, design, instalações, fotografia. Lojas e uma cafetaria completam a estrutura, que inclui ainda um espaço destinado ao tratamento e armazenamento de peças de arte.
Desde junho de 2007, o Centro de Exposições alberga a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Museu Coleção Berardo.
O CCB ocupa hoje uma área de construção de 97 mil metros quadrados, distribuída por seis hectares separados por duas ruas internas e unidos pelo caminho José Saramago que cria uma continuidade com a Praça do Império, negando a tradicional separação entre o interior e o exterior. É uma pequena cidade, com jardins, lagos, pontes, rampas, ruas, praças, cantos, onde se destaca, pela sua nobreza, a Praça do Museu.
CURIOSIDADES:
• 30 500 m2 área bruta do Centro de Reuniões
• 22 000m2 área bruta do Centro de Espetáculos
• 35 000 m2 área bruta do Centro de Exposições (8000m2 livres para exposições temporárias)
• as paredes do complexo (36 mil metros quadrados) estão revestidas de pedra calcária "Abancado de Pêro Pinheiro" com acabamento "Rústico Gastejado" assente em suportes metálicos
• 1600 quilómetros de cabos elétricos
• 15 mil lâmpadas
• 280 quadros elétricos
• 2600 sensores de incêndios, gás e intrusão
• 700 sensores de temperatura, humidade e pressão
• 19 elevadores e monta-cargas
• 1300 portas e portões
• 550 ventiladores, caixas e unidades de ar condicionado