PEQUENO AUDITÓRIO - SALA EDUARDO PRADO COELHO
PREÇO 8€
O preço inclui duas performances > DUPLO e
COLLISION(S)
As personagens que tiveram origem no teatro não são as mais presentes no imaginário colectivo.
Fora de um campo de relativa erudição, o Batman é uma referência mais presente do que Hamlet; e a Barbie mais do que a Mãe Coragem. “Contar histórias” não é o mesmo depois da instauração de uma cultura pop. É na consideração deste contexto cultural que, em O Duplo, a mala voadora coloca a possibilidade da construção de uma personagem, recorrendo para isso a vários dos artificialismos de um espectáculo de teatro (em particular o vídeo).
O Duplo parte do confronto com a História das personagens criadas ou adoptadas pela “cultura de massas” ocidental. Parte, mais concretamente, do confronto com algumas das mais populares personagens dessa História: aquelas que se tornaram efectivas referências culturais; aquelas que retêm o paradigma da hiper-individualidade; aquelas com as quais também a possibilidade de uma narrativa não pode deixar de confrontar-se.
Este espectáculo integra-se num ciclo que a mala voadora tem vindo a desenvolver em torno das prerrogativas e limitações – sociais e artísticas – da identidade. (1) Em O decisivo na política não é o pensamento individual, mas sim a arte de pensar a cabeça dos outros (disse Brecht)., promove-se uma “decantação” da retórica das tomadas de posição ideológicas através da justaposição de discursos políticos díspares. (2) Chinoiserie baseia-se em fenómenos de construção de identidade cultural. (3) Huis Clos, de Jean-Paul Sartre, evidencia que a identidade de cada indivíduo reside no reflexo que dela é devolvido pelos outros. (4) Agora, em O Duplo, evoca-se a identidade ficcional da “personagem”.
O espectáculo de dia 6 de Novembro, é seguido de uma conversa com os artistas, dirigida por Mónica Guerreiro.
mala voadora
A mala voadora foi fundada por Jorge Andrade e José Capela, responsáveis pela direcção artística da companhia, e estreou o primeiro espectáculo em 2003.
Não temos um modelo metodológico, não procuramos fixar uma linguagem, não insistimos num determinado “universo”. Temos vindo a trabalhar a partir de temas ou materiais que, na sua diversidade, se encontram relacionados com o quotidiano, entre as suas dimensões mais políticas e as mais afectivas – coisas que observamos nos jornais ou noutros media, no nosso dia-a-dia e no dos outros, em alguma reflexão sobre o que pode a arte ter a ver com tudo isso.
Direcção JORGE ANDRADE
Com ANA BRANDÃO, BRUNO HUCA E JORGE ANDRADE
Cenografia JOSÉ CAPELA
Banda Sonora RUI LIMA E SÉRGIO MARTINS
Vídeo UZI Filmes
A MALA VOADORA É UMA ESTRUTURA FINANCIADA PELO MINISTÉRIO DA CULTURA / DIRECÇÃO GERAL DAS ARTES
A MALA VOADORA É UMA ESTRUTURA ASSOCIADA DA ASSOCIAÇÃO ZÉ DOS BOIS (ZDB)
MALA VOADORA
PRESS RELEASE