Para a sua segunda edição, a realizar entre 18 e 20 de Abril, o festival DIAS DA MÚSICA EM BELÉM elegeu como fio condutor "Duos, Trios, Quartetos e outras boas companhias". Evolução natural a partir da atenção dada ao piano como instrumento solista na edição de 2007, a proposta temática para este ano permitirá reunir em Lisboa um conjunto excepcional de músicos e formações de câmara.
PREÇOS
6€ por concerto (no Grande Auditório as galerias são a 4€)
3€ por concerto para as famílias
3€ entrada no recinto (com acesso exclusivamente às actividades paralelas)
Sexta-feira, 18 de Abril a bilheteira do CCB para os Dias da Música abrirá às 10:00

AGENDA
EM BOA COMPANHIA
Por volta de 1815, em Viena, cidade imperial que era, a todos os títulos, a capital da música que se fazia na Europa, tornaram-se célebres os saraus musicais promovidos e animados por Franz Schubert, que ali nascera em 1797 e começara a sua carreira de compositor pouco antes, por altura da morte de Haydn e do célebre concerto de Dezembro de 1808, levado a efeito por Beethoven. Essas sessões musicais, onde o piano e a voz, primeiro, e depois, os instrumentos que Haydn e Mozart tinham cristalizado como a formação ideal do quarteto de câmara, se juntavam para fazer música, rapidamente se tornaram conhecidas como Schubertiade (ou Schubertíadas, como, com ressonâncias olímpicas, lhes chamamos hoje em português).
O recuo histórico permite-nos hoje assumir simbolicamente as Schubertíadas desse tempo com um ponto de viragem na história da música de câmara: o momento em que a música sai dos salões aristocráticos, das salas de música palacianas dos Estérházy, dos Lobkowitz e dos Razumovsky, para o salão da casa burguesa, porque era nesse meio que o tímido, introspectivo e perfeccionista Schubert se sentia à vontade. Schubert promovia essas sessões acima de tudo pelo prazer de fazer música, pelo prazer de tocar em conjunto. Como não era funcionário de ninguém, foi a esse mercado de amigos, mais ou menos influentes (e de outros amadores de música que tinham acesso às suas composições), que ele confiou o sucesso (aliás, pouco gratificante do ponto de vista material) da sua carreira de compositor e músico; e como a música não era para ele um campo de batalha, era aí que ela, prodigiosamente fluente e imaginativa, melhor se revelava e o revelava.
Esta segunda edição dos Dias da Música em Belém procura retomar esse espírito de convívio e fruição colectiva quase íntima, quase cúmplice, ao propor ouvir um panorama da música de câmara da tradição ocidental em Duos, Trios, Quartetos e outras boas companhias. Começámos, em 2007, com o piano, o instrumento solista por excelência; abordamo-lo ainda, nesta edição, em duo ou a quatro mãos, mas aqui e além deixamo-lo, porque a voz de outros instrumentos – o violino, o violoncelo, os instrumentos de sopro – aponta outras formações, que constituem outras tantas declinações do que se convencionou chamar música de câmara: formações de dois ou mais instrumentos, até um limite de dez. Aqui ouviremos, para lá das que o título aponta, ainda quintetos, sextetos, septetos e um surpreendente octeto de violoncelos que demonstra, com exuberância, a expressividade singular de um agrupamento de instrumentos idênticos. A atmosfera “camarística” de algumas das salas do CCB onde terão lugar muitos dos concertos programados ajudará certamente a entrar no espírito do festival, porque esta música vive da comunicação que se estabelece entre proximidades físicas e afinidades estéticas. E o jazz, que é música de encontro e diálogo, tem nesta edição participação relevante, prolongando as “ondas” que se vão gerando nas diversas salas do CCB adaptadas para estas jornadas musicais.
No Grande Auditório, as cumplicidades são mais amplas: é aí que ouviremos cinco orquestras de câmara, entre as quais a English Chamber Orchestra e a Neue Hofkapelle de Munique, uma e outra em primeiras actuações que esperamos venham a repetir-se em futuras edições dos Dias da Música em Belém. E aí teremos grandes solistas em diálogo com as orquestras, por vezes a três (como no emblemático Triplo Concerto de Beethoven, que encerra o concerto inaugural), outras vezes a dois (como na Sinfonia Concertante de Mozart para violino e viola). Ou então, em encontros inesperados, como a “estreia” de Bernardo Sassetti com um trio de jazz de formação invulgar (acordeão, trompete, contrabaixo) o Will Holshouser Trio; ou a primeira apresentação entre nós do sensacional sexteto liderado pelo virtuoso do violino (clássico, de jazz, de música cigana…) Roby Lakatos. De Bach a Thierry Pécou, de Handel a Piazzola, de Boccherini a Philip Glass, de Avondano a Nuno Corte-Real, a mini-maratona que é esta segunda edição dos Dias da Música em Belém proporcionará aos milhares de espectadores música composta nos últimos quatro séculos – e para todos os gostos. Naturalmente, em boa, em muito boa companhia.
ANTÓNIO MEGA FERREIRA
INFORMAÇÕES GERAIS
N.º DE CONCERTOS E PREÇOS
São 69 concertos (duração média de 45 a 55 minutos) em 6 salas e por 6€ por concerto (no Grande Auditório as Galerias são a 4€) e concertos PARA AS FAMÍLIAS a 3€.
Bilhete entrada no recinto 3€ com acesso exclusivamente às actividades paralelas: concertos informais, encontros com os artistas “ Aqui há conversas...” na sala de Leitura, venda de livros e CD e nas zonas de restauração. Não há descontos no Festival Dias da Música.
HORÁRIOS
SEXTA-FEIRA DIA 18 – abertura às 18h00 – concertos têm início às 20h00
SÁBADO DIA 19 - abertura às 12h00 – concertos têm início às 14h00
DOMINGO DIA 20 – abertura às 10h – concertos tem início às 11h00
NUMERAÇÃO DOS CONCERTOS
A numeração dos concertos é sempre antecedida de uma letra. A letra A corresponde
aos concertos de sexta-feira; a letra B aos concertos de Sábado; e a letra C aos de
Domingo. Não há lugares marcados, excepto no Grande Auditório. Os lugares são ocupados por ordem de chegada. Faça a sua escolha com antecedência e leve a numeração dos concertos já preparada para ser mais fácil e rápida a compra dos bilhetes.
RESERVAS
Não é possível fazer reservas de bilhetes. A programação pode ser alterada por motivos
imprevistos.
ACTIVIDADES PARA OS MAIS NOVOS
Nos dias 19 e 20 de Abril no Centro de Pedagogia e Animação (Jardim das Oliveiras)
foi pensada uma programação especialmente para os mais novos: as crianças encontrarão no CPA música para muitos gostos em quartos, câmaras de diferentes formatos. O horário de sábado e domingo é das 10H às 19H. Pode fazer as inscrições na bilheteira do CCB ou nas Salas do CPA durante os dias do festival.
A entrada é sujeita à capacidade das salas para quem possua um bilhete para os concertos dos Dias da Música.
OUTROS ESPAÇOS
Música Livre | Nos espaços de circulação decorrem concertos e recitais por alguns dos intérpretes presentes, assim como por alunos e professores de música convidados.
Pianos avulso | Uma série de pianos estão instalados no CCB, de forma a que o público possa dar pequenos concertos ou descobrir este instrumento.
Aqui há conversas com.... | na Sala de Leitura, encontros informais entre o público e os artistas moderados por um convidado.
Espaço de venda | CD, livros e outros objectos alusivos ao Festival.
ESCRITA PLURIVERSA | Exposição de poesia visual de Ana Hatherly
Linha de Informação a partir de dia 28 de Fevereiro – 21 261 2777 todos os dias das 10H às 19H
Bilhetes à venda NOVA BILHETEIRA ON-LINE
e ainda nas bilheteiras do CCB, nas Lojas FNAC (Chiado, Colombo, CascaiShopping, Alamada Fórum, GaiaShopping, Braga Parque NorteShopping, Santa Catarina, Atrium Saldanha, Centro Vasco da Gama, AlgarveShopping, Fórum Coimbra e MadeiraShopping), Lojas Bliss e Livraria Bulhosa do Oeiras Parque e www.ticketline.pt., Lojas Worten, www.plateia.iol.pt, media Markt, El Corte Inglês, Agência ABEP e Agência Alvalade.
Sexta-feira, 18 de Abril a bilheteira do CCB para os Dias da Música abrirá às 10:00