SALA LUÍS DE FREITAS BRANCO
Programa
JOHANN SEBASTIAN BACH
Prelúdio e Fuga em Dó sustenido maior do Teclado Bem Temperado, II livro, n.º 3 BWV872
FELIX MENDELSSOHN
Prelúdio e Fuga em Mi menor op.35 n.º 1
CÉSAR FRANCK
Prelúdio, Coral e Fuga
DIMITRI SCHOSTAKOVICH
Prelúdio e Fuga em Ré menor op.87 n.º 24
JOHANN SEBASTIAN BACH
Prelúdio e Fuga em Sol maior do Teclado Bem Temperado, II livro, n.º 15 BWV884
FILIPE PINTO-RIBEIRO piano
“A Arte da Fuga” é o título de um recital de piano concebido por Filipe Pinto-Ribeiro e que inclui obras de Johann Sebastian Bach, Felix Mendelssohn, César Franck e Dmitri Schostakovich. A Fuga é uma forma de composição musical baseada no princípio da imitação insistente em diferentes partes ou vozes, dando a sensação de que estas vão fugindo umas das outras, perseguindo-se ou procurando-se. Com Bach, a Fuga atinge o apogeu do seu desenvolvimento artístico de que são exemplo máximo os 48 Prelúdios e Fugas que, percorrendo todas as tonalidades, compõe os dois volumes do “Cravo Bem Temperado”. Mendelssohn, fortemente inspirado por Bach, compõe “6 Prelúdios e Fugas op. 35”, dos quais o primeiro é o mais célebre e representa uma excepcional e moderna criação de estilo eminentemente romântico. No final do século XIX, Franck compõe o “Prelúdio, Coral e Fuga”, um magnífico tríptico que se torna uma das obras-primas da literatura pianística. Partindo de Bach, Franck junta o domínio beethoveniano de uma vasta arquitectura, aliado a um virtuosismo por vezes lisztiano. Em 1950, Schostakovich participa nas comemorações do bicentenário da morte de Bach, em Leipzig, e decide compor uma série de 24 Prelúdios e Fugas (op. 87) em todas as tonalidades, o “Cravo BemTemperado” do século XX, uma obra monumental e que encerra esta viagem ao longo de três séculos pela “Arte da Fuga”.
Filipe Pinto-Ribeiro