SALA SOPHIA DE MELLO BREYNER
Programa
Avô Bach, Papá Haydn
JOSEF HAYDN
Quarteto de cordas op.20 n.º 5 em Fá menor
Quarteto de cordas op.20 n.º 6 em Lá maior
QUARTETO LACERDA
ALEXANDER STEWART violino
MARCOS LÁZARO violino
PAUL WAKABAYASHI viola
LUÍS ANDRÉ FERREIRA violoncelo
Os quartetos de cordas e as sinfonias de Haydn foram de extrema importância para os posteriores desenvolvimentos destes géneros musicais. Por esta razão, Haydn era apelidado de "Pai do Quarteto de Cordas" e "Pai da Sinfonia". Por outro lado, na corte de Eszterházy onde viveu várias décadas, os seus músicos tratavam-no por "Papá Haydn" como sinal de afecto e respeito.
Uma vez que Haydn fez a sua formação musical através do estudo da obra de C. P. E. Bach, filho de J. S. Bach, o Quarteto Lacerda atribuiu a este o lugar de "Avô".
Nos 200 anos da morte de Haydn ouviremos dois dos quartetos cuja inovação lhe valeu esta alcunha e também a dedicatória de Mozart com os Quartetos Haydn. Apesar de terem os números 5 e 6 atribuídos pelo editor, estes quartetos foram os primeiros do op. 20 a ser escritos, em 1772. O movimento literário Sturm und Drang (“Tempestade e Ímpeto”) estava no seu início com Goethe e Schiller e a filosofia de Rousseau começava a circular – liberdade, individualismo, retorno à natureza eram os ideais que viriam a pautar o Romantismo alemão. Nestes quartetos isso revela-se através da igualdade atribuída aos quatro instrumentos, das inovações formais e expressivas.
No entanto, o legado de Bach continua presente: a fuga no fim de ambos os quartetos, o tema da fuga do quarteto n.º 5 é proveniente de uma cantata de J. S. Bach e a estrutura do segundo andamento do quarteto n.º 6 foi inspirada em C. P. E. Bach.