Programa
Bach to Brass
JOHANN SEBASTIAN BACH
(arranjos D. Gordon Shute) Fuga em Dó Maior, BWV 846
DIMITRI SCHOSTAKOVICH
(arranjos A. Miller) Fuga n.º 1 em Dó Maior, op.87
DIMITRI SCHOSTAKOVICH
(arranjos A. Miller) Fuga n.º 5 em Ré Maior, op.87
JOHANN SEBASTIAN BACH
(arranjos N. Keatley) Fuga em Ré Maior, BWV 850
JOANNA MARSH
Toccata
JOHN HEGLEY/TIM JACKSON
Me poem
JOHANN SEBASTIAN BACH
(arranjos D. Gordon Shute) Fuga em Lá bemol Maior, BWV 862
DIMITRI SCHOSTAKOVICH
(arranjos B. Thomson) Fuga n.º 17 em Lá bemol Maior, op.87
DIMITRI SCHOSTAKOVICH
(arranjos A Sutton) Fuga n.º 3 em Sol Maior, op.87
JOHANN SEBASTIAN BACH
(arranjos J Maynard) Fuga em Sol Maior, BWV 541
ONYX BRASS quinteto de metais
DAVID GORDON-SHUTE tuba
ANDREW SUTTON trompa
BRIAN THOMSON trompete
NIALL KEATLEY trompete
AMOS MILLER trombone
As fugas de J. C. Bach têm sido consideradas como os exemplos supremos da forma,inspirando compositores desde a época em que foram concebidas até ao momento presente. Schostakovich é conhecido por ter memorizado O Cravo Bem-Temperado quando tinha 15 anos. Cerca de 30 anos mais tarde, foi um dos júris no Primeiro Concurso Internacional de Bach em Leipzig. Schostakovich reencontrou os 48 Prelúdios e Fugas através das interpretações de Tatiana Nikolayeva, e neles se inspirou para compor o seu próprio conjunto de 24 Prelúdios e Fugas, op. 87, estreados por Nikolayeva em 1952. As fugas de Bach e Schostakovich têm sido transcritas para múltiplas combinações instrumentais, no entanto são particularmente adaptadas para a sonoridade homogénea de um ensemble de metais.
Tim Jackson
Enquanto jovem aluna de órgão, dediquei longas horas de estudo às obras para órgão de J. S. B. Toccata é, à vez, uma homenagem, uma exploração e uma subversão da linguagem contrapontual de J. S. B. Repeti algumas das suas intenções musicais, mas aqui sãocorrompidas através do recurso a dissonâncias e a marcações irregulares do tempo. Desta forma, a obra caminha voluntariosamente através dos séculos. Tem uma tensão sobre ela; linhas por vezes enérgicas, por vezes hesitantes e, por vezes, simplesmente cessantes, terminando caoticamente. O quinteto de metais permite-se meios de expressão que nunca consegui encontrar no órgão, e gosto de assistir à competição entre as diversas partes, aos ataques súbitos, ao tom grave e em seguida à união. De certa forma, é uma peça sobre disputa e alcance em medidas iguais.
Joanna Marsh