SALA LUÍS DE FREITAS BRANCO
Programa
Música de Câmara na geração dos filhos de J.S.Bach
PEDRO ANTÓNIO AVONDANO
Trio para flauta travessa, violino, violoncelo e baixo contínuo em Lá Maior
WILHELM FRIEDEMANN BACH
Sonata para flauta travessa e baixo contínuo em Mi menor
JOHANN CHRISTIAN BACH
Sonata para flauta travessa, violino e baixo contínuo em Si bemol maior
CARL PHILIP EMMANUEL BACH
Sonata para flauta travessa, violino, violoncelo e baixo contínuo em Lá Maior
AVONDANO ENSEMBLE
TERA SHIMIZU violino
PEDRO COUTO SOARES flauta travessa
MIGUEL ROCHA violoncelo
ADRIANO AGUIAR contrabaixo
JOÃO PAULO JANEIRO cravo
É em meados do século dezoito que a música de câmara tem um dos seus períodos mais profícuos. Fundam-se nesta altura as técnicas de execução modernas e a escrita instrumental desenvolve-se de um modo particular no sentido da exploração da técnica dos virtuosos que faziam carreira em toda a Europa.
A herança musical de J. S. Bach encontra, em primeiro lugar, nos seus descendentes mais ilustres, Carl Philippe Emmanuel, Johann Christian e, o seu preferido, Wilhem Friedmann, expressões diversas que traduzem a explosão criativa dos Pós-Barrocos, desde o Estilo Expressivo associado ao Sturm und Drang, presente de um modo particular nas obras de C.P. Emmanuel e de Wilhem Friedmann, marcadas pela exploração dos contrastes, até ao Estilo Galante, onde se assiste a uma tendência para a periodização, com ritmos harmónicos mais lentos, onde surgem elementos estilísticos do universo vocal, do qual são representativos os trios de Johann Christian e do compositor português Pedro António Avondano.