Programa
1ª Parte
JOHANN SEBASTIAN BACH
Suite Francesa n.º 6, BWV817 BACH-SAY
Fantasia em Sol
FAZIL SAY piano
2ª Parte
IGOR STRAVINSKY Concerto Dumbarton Oaks em Mi bemol maior
JOHANN SEBASTIAN BACH Concerto Brandeburguês n.º 3 em Sol maior, BWV1048
ENGLISH CHAMBER ORCHESTRA
GARRY WALKER direcção
O pianista e compositor Fazil Say divide o seu percurso musical entre a música erudita europeia e o jazz, sem deixar de se interessar pela música erudita otomana. Say vai tocar a Suite Francesa n.º 6 de Bach, tal como foi escrita, a que se seguirá a sua própria transcrição da Fantasia em Sol para órgão de Bach.
Na segunda parte, a Orquestra de Câmara Inglesa apresenta duas obras compostas ao estilo Barroco em épocas diferentes: o Concerto Brandeburguês n.º 3 (1718-1720) e o Concerto Dumbarton Oaks em Mi bemol maior (1937-1938), barroco no estilo, mas com os recursos técnicos e sonoros do neoclassicismo.
Na época em que escreveu este concerto, Stravinsky estudava e tocava Bach com regularidade, e ao tomar emprestada a melodia inicial do Concerto Brandeburguês n.º 3 escreveu: "Julgo que Bach não me levará a mal ter utilizado estas ideias e materiais, pois estou convencido de que ele era capaz de fazer o mesmo.”
O Concerto Brandeburguês n.º 3 tem a particularidade de ter apenas dois andamentos – segundo os cânones, um concerto deveria ter um andamento lento entre os dois andamentos rápidos.
Bach resumiu a transição a dois acordes, deixando um enigma aos intérpretes: tocá-la tal como está escrita; improvisar um andamento lento; ou considerá-la como uma forma livre de modo a puderem intercalar outra peça?
Durante os Dias da Música poderemos explorar a primeira e a terceira hipóteses: hoje, o concerto será tocado com dois andamentos; no concerto de encerramento estes serão intercalados por um segundo andamento encomendado ao compositor Pinho Vargas.
Helena Romão
FAZIL SAY
FAZIL SAY | French Suite n.º 6 - Allemande