SALA SOPHIA DE MELLO BREYNER
Programa
Adagio e Fuga
BACH-MOZART
Adagio (KV465) e Fuga (BWV 871) em Dó menor KV405/1
WOLFGANG AMADEUS MOZART
Andamento Lento e Fuga a 3 em Sol menor de J.S.Bach KV404a
BACH-MOZART
Adagio (BWV 527) e Fuga (BWV 1080 Nr. 8) em Ré menor KV404/4
BACH-MOZART
Adagio (KV172) e Fuga (BWV 874) em Ré maior KV405/5
WOLFGANG AMADEUS MOZART
Adagio e Fuga em Dó menor para quarteto de cordas KV546
LUDWIG VAN BEETHOVEN
Grande Fuga, op.133
QUARTETO DE CORDAS DE LEIPZIG
STEFAN ARZBERGER violino
TILMAN BÜNING violino
IVO BAUER viola
MATTHIAS MOOSDORF violoncelo
A música ocidental costuma ser composta para várias vozes, ao passo que a maioria das
culturas segue a tradição de composição para uma única voz. Por conseguinte, é interessante ver como compositores têm combinado habilidosamente essas vozes, o modo como as vozes se apoiam, se reforçam e se apagam umas às outras. Que tipo de desenvolvimento está relacionado com esses efeitos?
O contraponto é a explicação através da qual várias vozes podem soar simultaneamente sem se apagar umas às outras, antes pelo contrário, através das regras do contraponto elas seguem a sua própria linguagem e tornam possíveis caminhos complexos e inesperados da composição.
J.S. Bach é o mais importante representante e mestre do contraponto, com todas as suas fugas e cânones. Historicamente Bach estava entre a “invenção” de várias vozes no século XI, o período de Pérutin e a modernidade que também beneficia da forma polifónica. A Grande Fuga Op. 133 de Beethoven , assim como a fuga da sonata para piano Op. 106 são uma hipérbole desta ideia. Quase que se pode afirmar que a arte do contraponto, a busca em explorar todas as suas possibilidades, está no centro da composição.
O Adagio e fuga em Dó menor de Mozart composto num contraponto exagerado e, ao mesmo tempo, na forma clássica soa muito moderno, também.
LEIPZIGER STRING QUARTET